quinta-feira, 13 de junho de 2013

Um caminho que não soubemos caminhar





      Com o passar do tempo, o deslumbramento cede espaço ao conformismo, esse “ismo” maldoso e sonolento que rouba as horas do sono e entorpece os dias trazendo outro  sono.
     Com o passar do tempo, percebemos que é tudo um ciclo, começa deslumbrante e senhor de sí, atravessa a maturidade raso em sí e na velha idade percebe que não há tempo ou idade que mostre a sabedoria da maturidade.
     Com o passar do tempo a gente percebe que o vento sopra para todos os lugares e enquanto uns deliciam-se com sua brisa, outros jamais sairão do torpor do ar rarefeito de suas geografias.
     Com o passar do tempo a gente percebe que o sábio é o que não sabe nada, que o fraco vê da jangada, o tolo de garganta empinada.
     Com o passar do tempo vai se a memória, vão se os músculos, os ossos fraquejam, o riso escasseia, o amargo galanteia, os sulcos rasgam o rosto, a altura cede, fica apenas nosso rastro, nosso nome solto no asfalto.
     Com o passar do tempo, olhamos para o peito e se não vencemos o medo,  percebemos o rastro estreito perdido pelo meio do caminho que não soubemos caminhar...

2 comentários:

Anônimo disse...

Pois é.....vamos nos acostumando com tudo, até com a infelicidade.

Eliane

Altair Almeida disse...

Um abraço minha amiga, beijo grande, obrigado por sempre prestigiar o seu amigo.