quinta-feira, 20 de março de 2014

As asas, o vento, o arreio, o peito.































Corta minhas asas e joga-as ao vento
Corta os dedos então já não mais escrevo
Braços amarrados é como me  vejo
Olho para os lados e para os meios
Arranca as unhas com o alicate cego ao meio
Joga meu corpo em uma vala em desvelo
A mais próxima de seu passeio
Finge que nao me ve chafurdando o esterco
Deixo poema escrito , rasgado e mal feito
Arranca a pele e libera meu arreio
Nada importa a não ser o seu jeito
Nada importa senão meu voo para seu peito


7 comentários:

Blogguinho disse...

Beleza! Mais uma bela página!
Parabéns!

Alta Almeida disse...

Obrigado Adaaaaaa

Santosha Harih Om disse...

As asas de um poeta é seu passaporte para o infinito particular. Não podem nunca ser cortadas! Um voo inspirador, e a emoção como suporte. Que seria de nós sem a poesia, sem o poeta? O poema despera e revela o que há de melhor no humano

Alta Almeida disse...

Obrigado querida Santosha, sabias palavras, abraços.

soloenrojo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alta Almeida disse...

Obrigado Solo, um abraço.

mabel eliana disse...

sentirse que se cortan las alas
que se convierte en estiercol
que la vida no vale nada.
Esa vida que llega no sirve.
Nunca se le puede cortar las alas a un ave, a un poeta.
Al contrario tendría que remontar más vuelo.
Ser musa, ser estiercol no para revolcarse, sino para hacer fértil su creación. Eso es estar en el lugar preciso, sino no es nuestro lugar.