segunda-feira, 24 de março de 2014

Há um lugar, há relinchos por lá







Há um lugar
Há relinchos por lá
Relinchos que as vezes são silvos
Silvos que as vezes lembram as cobras
Das grutas que existem nesse lugar
Nesse lugar cães caminham felizes
Caem do céu desse céu abundancias
Gatos pulam nas árvores e alcançam nuvens
E descem voando com pássaros
Atrapalhados como albatrozes
Tem seus pousos meio forçados
Existem todas as cores nesse lugar
Hipopótamos brincam nos lagos
E brincam com pintinhos e seus pais galos
Tatús são os grandes engenheiros
Em parcerias sempre com formigas
Anjos voam junto a pássaros
Voos circundantes, voos circulantes
Só existe sol e luz e não existe o cansaço
Não existe sangue,  nem uma gota de descaso
Esse mundo move-se lentamente
No cuidado extremo pelo outro
É assim que não existe tristeza ou desgosto
É assim esse capitulo desse poema exposto
Esse lugar é onde vejo  iguais  e seus rostos
As vezes me pergunto
se poderei caminhar por lá um pouco
Se poderei gozar de seus silvos,
 urros, latidos, relinchos e assobios
E toda sorte de sons e ruídos afinados ou roucos
As vezes me pergunto pois sou da raça do desconforto
Da raça que de tudo destrói um pouco
Há um lugar
Há relinchos por lá
Mas não posso entrar,

sou da raça dos sanguinários loucos.

Um comentário:

Santosha Harih Om disse...

Ainda bem que há um lugar \ carinho no coração dos veganos, dos poetas, acolhedor, que defende e ampara os que não tem voz. A luta pacífica e a defesa poética há de ser instrumentos poderosos para alcançar o coração a consciência dos que insistem em "fechar" os olhos pro sofimento dos indefesos.